Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Coisas que chegam por mail...

depois de alguma ausência, devido à falta de qualidade e largura de banda por África... volto à carga...

Se forem muito sensíveis não leiam! Se forem no mínimo curioso(a)s... então aventurem-se e não se indignem com meia dúzia de impropérios, porque o que interessa é a ideia final….e essa… está muito boa!!!
 
A SIC montou uma gigantesca campanha de promoção para a sua nova série/novela/monte de merda, que dá pelo nome de Rebelde Way.
Depois de anos a apanhar bonés, percebeu que a melhor maneira de combater a morangada da TVI era...imitar. É lógico. Era inevitável.
Depois de 20 minutos a ver a nova série (o que me provocou uma crise de cólicas da qual só um dia depois começo a recuperar) sinto-me preparado para uma análise.
Bora lá. A fórmula é a mesma nos dois canais. Aqui fica a receita:

 1 - Pitas boas. Muitas, quanto mais descascadas melhor (as séries de verão são, naturalmente, as melhores, porque eles vão todos juntos para a praia).
 2 - Gajos "estilosos". A coisa divide-se em dois: há aqueles que têm quase 30 anos mas fazem de adolescentes, e depois há os que são mesmo adolescentes. Estes últimos são aqueles que se levam a sério enquanto "actores".
O requisito essencial para qualquer gajo que entre nestas séries é ter um penteado ridículo.
3 - O Rebelde Way tem gajas do norte. Fazem de gajas daqui, mas aquele sotaque é fodido de perder. Fica ridículo, mas as gajas são boas.
4 - Nos Morangos, a palavra "pessoal" é dita 53 vezes por minuto, normalmente inserida nas frases "Eh pá, pessoal!", no início de cada conversa, ou então "Bora lá, pessoal", antes do início de qualquer actividade.
 Agora vamos à bosta que a SIC acabou de parir, com pompa, circunstância, varejeiras e mau cheiro. Chama-se Rebelde Way. Cool, man!
O slogan dos Morangos era "Geração Rebelde", mas a inspiração deve ter vindo de outro lado, de certeza. O que me irrita na poia da SIC é que os gajos são todos betinhos (até os mânfios são todos giros e cool e com uma caracterização ridícula, como se fossem a um baile de máscaras vestidos de agarrados ou arrumadores de carros). Mas depois são bué rebeldes. São bué mauzões, man! A brincar com os seus iPhone, com as suas roupinhas fashion, grandes vidas, mas muita mauzões.
 Se há algo que esta geração de morangada não pode ser, não tem direito a ser, é ser rebelde. Rebelde porquê, contra quê? Nunca houve em Portugal geração mais privilegiada do que a actual, à qual esses putos pertencem. Nunca qualquer puto teve tanta liberdade e tanta guita no bolso como esta malta. Nunca as pitas foram tão boas e tão disponíveis para foder com a turma inteira como agora. Nunca houve tamanha liberdade de mandar os pais à merda e exigir uma melhor mesada porque é altura dos saldos. Rebelde porquê? Em nome de quê?

 É claro que isto são pormenores com os quais as novelas não se deparam, nem têm de o fazer. O objectivo é simples: para uma geração tão privilegiada como aquela que é retratada, há que criar uma rebeldia fictícia, porque não é cool ser dondoca aos 16 anos. Mas é o que todos eles são.

 Há uns tempos vi, no Largo do Carmo, um bando de uns 15 putos e pitas, vestidos à "dread" com roupinha acabada de comprar na "Pepe Jeans".
 Um dos putos que ia à frente, não devia ter mais de 16 anos, vem a falar à idiota como se fosse dono da rua, saca duma lata de tinta e escrevinha qualquer coisa de merda na parede. Todos se riram, todos adoraram, e ele foi, durante cinco minutos, o maior do bairro. Não fiz nada, mas devia ter-lhe partido a boca toda.
Todas as últimas gerações antes desta (incluindo a minha, a Geração Rasca, que se transformou na Geração Crise - bem nos foderam com esta merda) tiveram de furar, de lutar, de fazer algo. Havia uma alienação mais ou menos real, que depois se podia traduzir nalguma forma de rebeldia. Não era o 25 de Abril como os nossos pais. A nossa revolução é a dos recibos verdes e da consolidação orçamental. Mas esta morangada sente-se, devido à merda que a televisão lhes serve e aos paizinhos idiotas que (não) a educaram, que é dona do mundo. Quando já és dono do mundo, vais revoltar-te contra quem? E por que raio haverias de o fazer?!
 E assim vamos nós. Com novelas de putos "rebeldes", feitas por "actores" cujo momento de glória é entrar numa boys band ou aparecer de cú ao léu na capa da FHM, ensinando a todos os outros putos que temos que ter cuidado com as drogas (mas todos os agarrados são limpinhos, assépticos, com os mesmos penteados ridículos), que a gravidez adolescente é má (mas todas as pitas querem foder à grande, porque são donas da sua própria vida e os pais não sabem nada, etc) e que, sobretudo, este mundo lhes deve alguma coisa.
 Os tomates.A mim e aos meus, o mundo deve alguma coisa. Aos que foram atrás da merda do canudo para trabalhar num call center, aos que se matam a trabalhar e são forçados a ser adultos antes do tempo. Não a esta cambada de mentecaptos.
E depois estas séries vão retratando "problemas sociais da juventude", afagando a consciência de quem "escreve" aquela merda, enquanto ao mesmo tempo incentivam esta visão egocêntrica, egoísta e vácua desta geração acabadinha de sair do forno.
 Talvez eu esteja a ficar velho e a soar como o meu pai. Lamento se não é cool. Mas esta merda enoja-me.»
 Ser rebelde pó caralhete.
  Anónimo (senão ainda vou dentro)...

 

Como é óbvio, subscrevo por baixo...

 


publicado por caodeguarda às 07:03
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

com uma solução socialista e são os sindicatos que recusam?

 I12/24/2008
 
 Autos: The government gave the Big Three a $17.3 billion bailout based on the idea that both management and the unions would make concessions. Now the UAW says no thanks. Can we have our money back?
 
 Last week's deal was supposed to hold both the managers' and unions' feet to the fire. In handing out the taxpayer money, the White House insisted the auto union cut worker pay roughly to the levels of their successful competitors, Toyota, Honda and Nissan.
 
 For $17 billion in emergency bailout cash and possibly much more later, it was a reasonable request. As President Bush said, "The time to make the hard decisions to become viable is now — or the only option will be bankruptcy." He added that a deadline of March 31 for the industry to prove its "viability" and other limits "send a clear signal to everyone involved."
 
 Well, if so, the United Auto Workers didn't get it.
 
 Just days before Christmas, the UAW let it be known it'll fight any concessions on wages and benefits. "An undue tax on the workers" is how union boss Ron Gettelfinger described it as the UAW reneged on the deal almost before the ink was dry.
 
 This will go down as one of the most cynical acts of political manipulation ever. The UAW agreed to one thing with President Bush, knowing full well President-elect Barack Obama and congressional Democrats were big recipients of union largesse and would let them slide. They read the situation correctly.
 
 Democratic Rep. Barney Frank this week called union concessions an "unfair assault on working men and women" — a not-accidental echo of Gettelfinger's comments.
 
 But the only real assault on "working men and women" here is the enormous cost this bailout will entail — a cost that all working taxpayers will have to bear and which some analysts think will ultimately total $75 billion to $125 billion.
 
 And the UAW hopes you'll pony it up and give them a free ride.
 
 U.S. automakers are in trouble for two reasons. One, they have massive legacy costs on their books to take care of retired workers, and two, their labor costs are much higher than their competition.
 
 Recent estimates put average UAW worker compensation at $55 an hour to $73 an hour, vs. $45 for the transplant automakers. So at a minimum, UAW workers are $10 an hour more expensive to hire than the 114,000 workers who toil at transplant auto plants situated mostly in the non-union South.
 
 Simply put, unless the UAW makes concessions, a bailout can't work. It will be a financial impossibility. The U.S. automakers' high labor costs, coupled with the 2,000-plus pages of work rules and union requirements under the most recent labor deal, will keep them from achieving the productivity they need to compete.
 
 The U.S. automakers are bleeding $6 billion a month. Better to pull the plug now and force them into bankruptcy, where radical restructuring — including cuts in union pay and benefits — wouldn't be optional but mandatory. That's the industry's only hope.

 

In INVESTOR'S BUSINESS DAILY
 


publicado por caodeguarda às 14:37
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e eu que pensava que a habitação social e os guettos subsidiodependentes eram um problema português/francês...

ANTIOCH, Calif. – As more and more black renters began moving into this mostly white San Francisco Bay Area suburb a few years ago, neighbors started complaining about loud parties, mean pit bulls, blaring car radios, prostitution, drug dealing and muggings of schoolchildren.

In 2006, as the influx reached its peak, the police department formed a special crime-fighting unit to deal with the complaints, and authorities began cracking down on tenants in federally subsidized housing.


publicado por caodeguarda às 14:33
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conhecimentos úteis...

Como rasgar uma lista telefónica com as mãos...

 


publicado por caodeguarda às 12:44
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