Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

mais uma vergonha para o Estado Português e a descolonização "exemplar"!

Autarca resgata corpos de dois soldados mortos na guerra colonial

 

Três semanas depois de chegar a Moçambique, o autarca António Marques pode declarar "missão cumprida" ao levar com ele, de regresso a Portugal, os restos mortais de dois militares portugueses mortos em combate há mais de 35 anos.

Ao alcançar o objectivo com que se tinha comprometido junto dos familiares do soldado Ernesto Dias e do primeiro-cabo Aníbal Santos, o presidente da Junta de Freguesia de São Miguel de Outeiro (Tondela) cumpre um segundo "feito": transladar pela primeira vez para Portugal dois antigos militares mortos em combate em Moçambique.

"Sinto-me orgulhoso por ter conseguido alcançar este objectivo e dar à família uma coisa por que estava há muito à espera", disse, em declarações à Agência Lusa, no local onde duas caixas de madeira, contendo as urnas e as lápides funerárias dos dois "rapazes da aldeia", aguardam para serem embarcados sábado para Portugal.

O autarca e empresário natural de Viseu, que prepara há dois anos esta iniciativa, chegou a Moçambique no início de Dezembro "sem dados nenhuns novos" sobre o estado em que se encontravam os restos mortais dos dois militares e rumo a Mueda e Cuamba, no extremo norte do país, onde estavam as sepulturas.

Durante duas semanas comeu "bolachas e água", preencheu "todos os requerimentos em nome pessoal" junto das autoridades locais, cuja colaboração enaltece.

"Encontrei-me sozinho e tive que resolver todos os problemas. Felizmente as autoridades de Cuamba e Mueda foram espectaculares", sublinhou, lamentando aquilo a que assistiu.

"O cemitério em Mueda é uma vergonha autêntica. As campas estão no meio do mato. Senti-me envergonhado e triste quando cheguei ao cemitério de Mueda", relatou.

Em contraste, o autarca não poupa a ausência das autoridades portuguesas numa iniciativa que "custou mais de 10 mil euros" e teve que ser suportada por familiares, amigos, empresas e pelos cofres municipais e da junta.

"Sinto-me revoltado. Era dever do governo português auxiliar ou mesmo suportar tudo isto. Porque eles não vieram para aqui voluntários, foram obrigados a vir. Só assim é que o governo português cumpria a sua obrigação", afirmou, acrescentando: "Tratei de tudo sozinho, directamente com a funerária."

António Marques espera, por isso, que as autoridades portuguesas "colaborem e venham buscar o resto" dos militares sepultados no norte de Moçambique "numa situação péssima e vergonhosa para o país".

No domingo os restos mortais dos dois antigos militares vão ser sepultados em São Miguel de Outeiro, acto que será antecedido de cerimónias militares no Regimento de Infantaria 14 de Viseu, a que Ernesto Dias e Aníbal Santos pertenciam.

 

 

In JN


publicado por caodeguarda às 16:09
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